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A vida é o que se vê dela!


"Recente pesquisa sobre o assunto [crença no jornalismo] (Ibope, maio) mostra que 74% da população confia nos jornais. Eles só perdem em credibilidade para os médicos (85%) e para as Forças Armadas (75%)."

Autor: Editorial do O Estado de São Paulo Buscar na Web "Editorial do O Estado de São Paulo"

Quando: 23/09/2005



Categoria: Citação
Escrito por rafael wielewski às 10h56
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"No Brasil, a cada 17 minutos uma pessoa é morta a bala"."

Autor: André Porto

Buscar na Web "André Porto"

Quando: 20/09/2005

retirado do site Observatório da Imprensa ele é coordenador do movimento viva rio. Falando sobre o desarmamento.



Categoria: Citação
Escrito por rafael wielewski às 15h02
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"Que fique claro aos telespectadores que, por conivência ou omissão, vivemos uma realidade editada."

Autor: Gilson Caroni Filho

Buscar na Web "Gilson Caroni Filho "

Quando: 20/09/2005

do observatório da imprensa em matéria sobre o assassinato de Pedro Dom, Traficante de classe média-alta, que comandou uma onde de assaltos. Filho de policial aposentado. Foi assassinato pela PF dentro do próprio condomínio no Rio.



Categoria: Citação
Escrito por rafael wielewski às 14h27
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tem de ser assim

            Um dia após o outro. Nada mais do que um dia após o outro.

Já reparou como as coisas são erradas?

Já percebeu como o mundo é errado?

 

            Assim, quando você espera por alguma coisa ela não acontece.

Porém, basta você não querer que ela não tarda a acontecer.

Vem rapidinho.

 

            Vivemos em um mundo de ilusões, onde, infelizmente,

somos julgados pela nossa aparência.

Umas pessoas não possuem mais tempo para conhecer as outras.

Então, ficamos na superficialidade.

 

            Um mundo superficial para seres superficiais. Nada mais natural.



Escrito por rafael wielewski às 23h38
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análise do filme "ônibus 174"

            Ônibus 174 foi o primeiro documentário de José Padilha. Em 133 minutos narra o seqüestro de um ônibus na Zona Sul do Rio de Janeiro. As imagens do incidente real foram cedidas pela televisão que transmitiu as quatro horas do seqüestro ao vivo, no ano 2000. Mesclado com essas imagens está depoimentos sobre a vida e sobre a personalidade do seqüestrador. Ele se chamava Sandro e tinha problemas psicológicos.

           

            O documentário não é imparcial. A primeira impressão é a de que ele está a favor do Sandro, o seqüestrador. Porém, a questão é muito mais ampla do que o próprio Sandro, os seqüestrados e os policias que estavam lá. O fato transcende àquelas pessoas. É uma crítica a toda uma forma de sociedade.

          

            O documentário é a favor do Sandro. Mas não é só isso. Ele mostra os vários lados da situação. Assistindo ao vídeo tem vezes que temos pena de Sandro, queremos que ele dê um jeito de sair vivo. Porém, por vezes, queremos ser os atiradores da polícia para dar o tiro fatal de uma vez. O documentário é bem conduzido, eternizando assim as imagens de um incidente que não se apagará tão fácil das nossas memórias.

          

              O Sandro é um produto de uma sociedade que prega o consumo e a fama. Onde, por aparecer na TV a pessoa já é alguém na vida. Sandro conviveu com isso, todos convivem. Porém, em seus desvios psicológicos, mostrados no documentário segundo o relato da psicóloga da PM, ele definiu como objetivo de vida aparecer na TV.

 

             Ele seqüestrou o ônibus para aparecer na TV. Os atiradores de elite da polícia não deram um tiro na cabeça de Sandro, o que era viável e altamente recomendado, por causa das câmeras de televisão que filmavam tudo ali. Quando ele saiu do ônibus as pessoas queriam linchá-lo. Eu vi um fotógrafo largar sua máquina pra bater nele. Tudo aconteceu por causa da TV.

 

Com informações novas e imagens da cadeia onde Sandro esteve preso o documentário trás nitidamente a intenção de mostrar como a TV muda as coisas. Nas entrevistas com as moças que estavam no ônibus foi deixado bem claro que ele não queria matar ninguém. Ele só queria aparecer na TV. Elas disseram que havia duas situações bem claras: uma dentro do ônibus e outra, totalmente diferente, que era vista pelas câmeras. Era tudo encenação.

 

O episódio foi um cano de escape da situação brasileira. Onde se questionou sobre os equipamentos e o treinamento da PM. A situação dos policiais que só são PMs quando não conseguem fazer mais nada na vida. Questionou-se, também, sobre as cadeias, sobre a situação dos excluídos, sobre a posição das autoridades que não liberaram o tiro fatal para não aparecer na TV. Mas, principalmente, questionou-se a própria sociedade que se omite aos excluídos. Com certeza, um filme terrivelmente real.



Escrito por rafael wielewski às 13h50
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um jornalismo mais verdadeiro

O jornalismo deveria se manter por uma verba especial, mas que não tivesse uma ligação direta com o Estado para não precisar da publicidade, e não se submeter ao governo. Para assim poder noticiar como melhor loja, a loja que realmente for a melhor e não a que pagar mais para assim aparecer no jornal. Para poder dizer que vendo a relação custo benefício tal produto sería o melhor. Para alertar as pessoas sobre os juros: dependendo da loja onde se compra, a prazo, o ítem fica 50% mais caro. O jornalismo deveria ser um serviço social, um serviço para o público, e não para os grandes empresários.

sei que a maioria das pessoas não concordaria em pagar uma taxa para a manutenção dos jornais e sei que hoje é impossível um jornal viver sem a publicidade. Porém, as pessoas não fazem a conta que se um jornal mostrasse o real da publicidade o dinheiro que elas economizariam, e as dores de cabeça que evitaríam, seríam infinitamente maiores do que o dinheiro despendido para a manutenção do jornal. A publicidade é a arte de conquistar portanto é de sua natureza não mostrar tudo, quando você quer conquistar alguém você fala os seus pontos fortes, suas virtudes. Não diz tudo. 



Escrito por rafael wielewski às 12h35
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A vida é o que se vê dela!

“Não haverá juízo final. Nós já fomos além dele!”. Esta citação de Jean Baudrillard leva exatamente ao ponto desejado: a maldade humana. Na verdade o mundo já acabou tantas vezes que diferença vai fazer acabar mais uma?

 

Você já parou pra pensar em como era o mundo antes de você existir? Será que quando você não existia, ele era assim? Bom, na verdade eu acredito que não. Uma vez que a verdade não existe (entende-se com isso que a minha frase anterior é mentirosa, mas tudo bem. Vou fazer o que, nada é perfeito...).

 

O que eu quero dizer é que os fatos sempre são os mesmos, pode pesquisar onde quiser. Na verdade só agora compreendo o que os meus professores de história diziam ao afirma que a história anda em círculos. É tudo uma constante repetição do que existe e do que persiste. A vida é uma simples repetição de fatos. Eu nem sei por que a gente a complica tanto.

 

A água evapora, condensa, satura, e precipita... Será que ágüem já ouviu isso? Bom, pelo menos a minha professora de Geografia me falou várias vezes. Isso é uma verdade natural. Acredito que as únicas verdades sejam as que não dependem do homem, com certeza, não dependam da informática. Mas isso já é outro assunto.

 

A nossa vida é tão efêmera. (no dicionário Aurélio ‘efêmero’ é um adjetivo, e como tal serve para qualificar alguma coisa. No caso, significa passageira.) Admito que fui buscar o significado desta palavra no dicionário. Tão pouco tempo e tanto a aprender... Na vida devemos nos prender ao que nos interessa, ao que nos prende a atenção.

Qual a diferença entre um fato que é notícia e um que não se torna notícia? Qual a diferença entre uma celebridade e um mendigo? Na sua fisiologia as pessoas são as mesmas. O que mais me deixa irritado são as pessoas apocalípticas (essa eu nem procurei, espero que esteja certa) que dizem: do jeito que as coisas estão o mundo vai acabar.

Retrocedam algumas semanas, uma, duas, três, sei lá, volte quanto quiser, ou se preferir vá para o futuro, ou fique exatamente onde está. Se você escolheu a última opção mande este e-mail para 30 pessoas em 1 hora ou senão tudo vai dar errado na sua vida: o seu gato vai morrer, seu computador vai estragar, seu mouse vai morder o seu dedo (o meu tentou isso esses dias), sua impressora vai ficar sem tinta, vai acabar o papel higiênico bem na hora em que você mais vai precisar dele, a sua cachorra vai criar (peraí, isso é mal?), a sua coberta vai molhar, não vai dar tempo de você entregar os trabalhos em dia e tal...Bem, pensando bem, nem mande nada não, não precisa...

 

Porque será que mesmo sabendo que essas profecias são de botequim a gente acaba se esforçando pra mandar o e-mail pras malditas 30 pessoas? Para me livrar deste contratempo eu adotei uma política própria: Não abro e-mails que venham iniciados com “En”, “Fwd” e similares, bem como não abro os que vêm com coisas do tipo “saiba como conquistar as mulheres”, “promoção da sua revista favorita”, cara, como que alguém pode saber qual a minha revista favorita? Parece a minha mãe me dizendo o que devo e não devo fazer, do que devo e de que não devo gostar... Bom, o objetivo não é falar de internet nem de e-mail, nem de vírus, nem dos power rangers...

 

Eu queria dizer que comecei citando Baudrillard porque ele é um grande estudioso da mídia e da influenciabilidade (cara, o word não conheceu essa palavra, será que ela existe?), bom, ele estudou a influência da mídia na vida das pessoas. O que eu quero afirmar é que nunca conseguimos ser imparciais, sempre estamos de algum lado. Como diria o meu professor Magrú: “Nos posicionamos até ao escolher a palavra cidadão em vez de indivíduo”. Uma vez que é impossível retratar todos os fatos, no posicionamos ao escolher os que serão retratados.  

 

Eu não queria ficar colocando vírgulas no meu texto, mas a intertextualidade é maior do que eu, ela me domina, eu sou seu objeto. E por falar em objeto (ahhh, se segura malandro, pra fazer a cabeça tem hora!). Eu falava sobre posicionar. Hoje (17/09/2005) o fantástico passou uma reportagem sobre o atual presidente da câmara Severino Cavalcanti, na qual afirma que o mesmo pedia a extradição de um padre que se negava a rezar uma missa em homenagem a independência do Brasil na época de nossa ilustríssima ditadura militar. Bom, se não viu, adivinha o que o fantástico fez. Foi até a Itália colher o depoimento emocionado do padre que se diz brasileiro de coração. Só faltou chorar na TV e dizerem que Severino é um monstro por ter feito aquilo com o pobre padre. Não estou dizendo que sou a favor do dito cujo, pelo contrário o que ele fez foi errado e muito.

 

Eu penso que a televisão é um meio insuflador de massas. Palavra bonitinha, né? Acredito que isso deve ser usado para o interesse público e não para fazer o público acreditar no que vê. É aquela coisa: se uma árvore cai na floresta e não tem ninguém pra ouvir, ela faz barulho? O que quero dizer é o seguinte: se você desconhece um fato, a primeira informação (se não for muito fora do comum) é a que fica.



Escrito por rafael wielewski às 03h32
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continuação

Ainda bem que esse não é um texto para o vestibular se não eu tava ralado. Ou que tal, uma análise de conjuntura... espere que vou contar...contei, esta é a quinta vez que tento voltar para o meu assunto, prometo que farei o possível para nele permanecer.

 

No filme “sem notícias de Deus”, a personagem disse que a história é um homem surdo respondendo perguntas que ninguém fez. Acredito que a história é uma grande roda. Tudo passa e volta. Se o homem tivesse o hábito de olhar para o passado perceberia que nada mais é novo, é tudo uma releitura. O que percebemos vividamente foi um período que chamamos de renascimento, em que se retornava aos ideais gregos e tal. Mas quantas vezes houve (minhas professoras de português, aprendi que o verbo haver indicando tempo é impessoal, portanto não se conjuga) renascimentos e quantos lugares que nem nos damos conta. Quantas vezes voltamos a idéias que desconhecíamos. Tantas coisas que são novidade, na verdade já havia sido guardadas por outras gerações.

 

Moda então, prefiro nem discutir (pra que coisa mais efêmera que moda)...

 

Vai ver Hamlet, eles se matam por envenenamento. Um cara é morto atrás de uma cortina, nem viram quem ele era, apenas cravaram a espada. Havia um rei em algum lugar em algum tempo distante. (nem vou procurar nomes e datas, pois não me interessa e garanto que nem a você) Ele mandava que o jornal da sua cidade publicasse as suas barbaridades, suas atrocidades. Hitler exterminou muitos judeus simplesmente por serem judeus. O Bush pai fez a guerra do golfo (onde não morreu ninguém (?)) simplesmente por petróleo, por dinheiro, os japoneses detonaram pearl harbor, e depois foram destruídos por seus oponentes. A Alemanha foi arrasada, os soldados em vez de atacar os soldados inimigos queimavam as roças para que seus oponentes morressem de fome.

 

O nordeste já enfrentou tantas secas. No livro Ana Terra de Érico Veríssimo, pai do ilustríssimo Luis Fernando Veríssimo, os soldados saqueavam as casas dos pobres levando os homens como soldados e se aproveitado das mulheres. Antônio Conselheiro queria apenas fazer um mundo à parte, onde não precisassem se sujeitar ao governo e foram todos mortos por ter uma boa idéia. A diferença entre o conselheiro e o filme ‘A Vila’ é que o cara do filme tinha dinheiro e enganou todo mundo, o conselheiro não tinha nenhum dinheiro, mas falou a verdade. Acho que o grande erro da humanidade é falar a verdade. O grande pecado de Deus é ser bom demais. Tantas crianças já foram estupradas. Tem tanta gente jogada na rua já faz tempo, desde a revolução Industrial isso existe e não é só por causa do capitalismo.

 

O que eu quero reafirmar com isso é que eu abomino os catastróficos, aquelas pessoas que dizem que o mundo não vai mais ter jeito, que não sabe o que vai dar dessa geração (geração Coca-Cola com hambúrguer) e que tudo está perdido. Heráclito já disse que não sabia o que seria do mundo com a sua futura geração. Bom, acho que ainda estamos aqui, não estamos?Acredito piamente que o mundo está dando apenas mais uma volta. Logo a geração deles voltará com todos os seus preceitos e suas verdades. Na íntegra, mas não completamente igual. Como um download interrompido aos 98%.

 

Por vezes penso se Henry Thoreau não estava certo. Será que os anarquistas não estão certos? A vida é tão simples e a gente a complica tanto. Tenta ver o que é realmente essencial para sua sobre vivência. Vê se tudo o que você trabalha para ganhar dinheiro vale a pena para gastar o dinheiro no que você gasta. Por vezes vemos as coisas por fora. Tem dias em que trabalhamos duas semanas de um mês todo o dia para comprar um tênis... É bom pensar nisso. É bom sentir isso.

 

Mas o fato de deixarmos a vida complicada é um fato e é uma verdade, ( o Joel, garoto que mora comigo) diria que o que é verdade é questionável. Eu também acho, mas para mim, hoje isso é uma verdade: a gente costuma complicar as coisas simples.). Uma vez que não podemos fugir disso devemos aprender a canalizar as boas coisas. Devemos aprender a enxergar o que é bom. Na verdade a vida é sempre a mesma para todos. A diferença entre as pessoas felizes e as infelizes é o que elas vêem da sua vida. 



Escrito por rafael wielewski às 03h30
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por que um blog?

se alguém aí souber me dizer 'por que um blog?' me visa, valeu?



Escrito por rafael wielewski às 03h26
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