da conscientização sobre as armas
Este texto não tem a pretensão de mudar a cabeça de ninguém.
Um cidadão não está cometendo um crime ao possuir uma arma em casa (desde que esta seja registrada). Ele está, sim, cometendo um crime ético gravíssimo ao esconder do seu filho a arma que tem em casa.
Com a internet, está cada vez mais difícil esconder as coisas. O que antes ficava atrás da cortina de fumaça das ideologias, hoje está a disposição de qualquer indivíduo na internet.
Uma das certezas que temos é que o filho vai, sim, aprender a usar uma arma, vai conhecer algumas, inclusive (pela internet), vai atirar com diferentes armas de diferentes calibres (nos jogos de vídeo game) e vai ver (nos filmes de far west e mesmo nos desenhos) que é normal atirar em pessoas.
E para colaborar com esta vulgarização dos tiros contra seres humanos ele assistirá aos piores filmes de guerra: os noticiários que passam na TV aberta à tarde, do tipo Cidade Alerta e Repórter Cidadão.
Mesmo sendo reais e desesperadoras, estas obras filmicas mechem com o que temos de mais profundo. Fazem com que queiramos ser os policiais naquele momento para dar o tiro no ladrão. E isto acaba sendo banalizado com a vivência e desejamos, intimamente e instintivamente, sair por aí matando bandidos.
(qual a diferença de você para um bandido?)
Se isto acontece conosco que temos acesso a muitas informações imagine como este episódio se passa (claro que na contramão) na cabeça de uma criança favelada que vê, AO VIVO, várias vezes a polícia chegar atirando contra seus pais e familiares.
Lembre-se que para uma criança que nasce na favela não é errado traficar, uma vez que ela não conhece mais nada. Por vezes desejamos que elas tenham uma visão total do mundo, mas ninguém tem a coragem de ir lá mostrar que o mundo não é só aquilo. E é desse contingente que se alimenta o exército do tráfico.(O que é certo e o que é errado?)
Jean-Jacques Rousseau disse que “o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”. Mas, entre as diferenças e as semelhanças vou me ater ao primeiro menino, não por preconceito, nem por luta de classes. Mas, para o segundo há um texto vindouro.
Após aprender a manusear as armas e adquirir intimidade com elas (pelos meios supracitados) o menino vai seguir a sua vida. Até que um dia ele estará brincando de esconde-esconde com o seu primo e resolve se esconder em cima do guarda roupa de seus pais. E o que ele encontra? Uma arma. Oh!
Ele sabe toda a parte prática para lidar com uma arma. Mas, infelizmente, pela internet aprendemos apenas o que desejamos. Portanto, ele não possui conhecimento dos estragos que podem ser provocados por uma arma. E, por ser uma criança, segundo Aristóteles, não tem noção de ética e de valores humanos.
Escrito por rafael wielewski às 13h41
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continuação das armas
Quem sabe se seu pai o houvesse ensinado. Quem sabe se tivessem conversado com ele sobre isso. Quem sabe... Mas agora é tarde demais. Ele resolveu levar a arma para a escola para mostrar aos seus colegas. Quem sabe...
O exemplo não é somente sobre armas, é sobre a relação entre pais e filhos. Aqueles acham que podem abdicar de seu direito de educadores, deixando este processo à escola, ao cinema, à televisão, e tantos outros meios artificiais de obter conhecimento.
É como as mães que no lugar de amamentar os seus filhos preferem dar-lhes qualquer outro tipo de leite. Claro que a criança vai se desenvolver e crescer. Porém, será muito mais suscetível a doenças e a tantos outros problemas que não teria se fosse humanamente amamentada com o leite de sua mãe.
Sendo que os filhos vão conhecer as coisas desde cedo o que resta aos pais é conscientizá-los. Mostrar o que é bom e o que é ruim. Resta aos pais se antecipar a internet e alertar aos filhos o que aprenderam com seus próprios erros. Assim eles conseguirão sua confiança a ganharão credibilidade perante seus próprios filhos.
A relação pai-filho mudou, e não mudou somente em alguns aspectos. Os pais devem falar sobre tudo com os filhos, inclusive sexo. Tentar impedir que o filho e a namorada, ou a filha e o namorado fiquem sozinhos, serve apenas para afastar os filhos de perto de seus pais. Se os pais conversassem com os filhos sobre isso com certeza a taxa de adolescentes grávidas seria muito menor.
O que eu quero dizer com aleitamento materno, adolescentes grávidas, internet, televisão, jogos de videogame, Jean-Jacques Rousseau e etc. É que estamos em uma nova forma de sociedade. Antigas verdades não funcionam mais. Temos que mudar a forma de pensar e de agir. E a palavra de ordem é: CONSCIENTIZAÇÃO. Sendo impossível esconder devemos mostrar tudo em seu lado bom e ruim para se chegar à conclusões lógicas em conjunto, pais e filhos.
Portanto, tirar as armas dos cidadãos de bem não irá resolver nenhum problema e nem contribuir com ele. Obviamente, se os pais não tiverem armas em casa seus filhos não as encontrarão, mas encontrarão outras em outros lugares. (quem quer consegue)
Devemos conscientizar os homens e não lhes privar de seus direitos. O Próprio Rousseau, já citado, disse que “direto tirado jamais retorna”. Não sou totalmente partidário dele, mas o prefiro na comparação com um homem chamado Hobbes (Thomas Hobbes), que disse que “o homem é o lobo do homem”. Caracterizando, assim, o ser humano como um ser mau que precisa ser dominado.
A afirmação foi feita no séc. XVII para defender a monarquia. Porém, o ato de desarmar a população brasileira do século XXI ainda é reflexo deste pensamento. Qual é o atual objetivo? O que aconteceu com a monarquia? O homem é assim tão perverso? Ocorrem tantos acidentes domésticos como é divulgado? Porque a Rede Globo está patrocinando o desarmamento? Porque eu sou contra? E você? Por que eu tenho tantas dúvidas? Por que?
Escrito por rafael wielewski às 13h36
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"talvez a arte tenha virado mesmo a mera produção de objetos descartáveis, desnecessários."
Autor: arnaldo jabor
Buscar na Web "arnaldo jabor"
Quando: 03/05/2005
no Estadão
Categoria: Citação
Escrito por rafael wielewski às 00h13
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A vida é uma seqüência de discordâncias
(Errar para aprender e aprender errando)
Escrito por rafael wielewski às 00h09
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