Vamos criar uma situação hipotética em um país distante.
O cidadão paga os seus impostos. (mesmo que sonegue um pouco, mas paga)
Algumas pessoas (presidente, senadores, deputados...) são encarregadas de devolver este dinheiro ao seu dono através de obras, projetos e etc.
Mas, outras pessoas devem receber parte deste dinheiro para que possam aprovar as obras e os projetos. Mesmo sabendo que isso é errado, ilegal, antiético e não deixa de ser um roubo pois se está se apropriando do dinheiro de outra pessoa.
Deve-se levar em conta que quem recebe sabe que recebetanto quanto quem paga sabe que paga.
Agora vem a pergunta:
Será que alguém (seja do partido político que for) tem alguma moral para culpar apenas o pagador?
Puxa vida! Eles não receberam e ficaram quietos também?
Devo confessar que estava disposto a colocar aqui dois vídeos que achei no YouTube sobre o Sarney. Mas, como nem tudo na vida é política, espero que gostem deste drama baita bem feito e que curtam. Fica, ainda, a certeza de que uma hora ou outra, respondemos pelos nossos atos.
Os créditos são de: PEDRO BONACIN LARISSA JAMIELNIAK ANA PAULA DE FAVERE
O vídeo está com mais informações e todos os créditos neste link.
Ollha o que foi publicado no blog do Tas ontem. Achei melhor nem dar a informação, vai aqui apenas o que me deixou mais impressionado junto com o link com o conteúdo todo. Eu acho que essa é uma boa discussão para entrar na nossa conversa sobre blogs e credibilidade de informações.
"Sarney anda deseperado. O ex-presidente acaba de perder uma ação na Justiça onde ele processava, acreditem, o Google. É que não gostou de saber que existem nada mais do que 53 mil endereços de blogs e sites contra a candidatura dele ao Senado pelo Amapá."
Para quem quiser ver a notícia completa, ela está no Blog do Tas
Hoje este blog que aqui está, completa um ano de idade. Estou escrevendo aqui apenas para ficar registrado. Se ele continuar com essa troca de conhecimentos que estamos fazendo hoje (afinal, você está lendo aqui, não está?) este blog vai morrer de velho.
Demorei para postar hoje porque estou fazendo um conto desde a semana passada, mas só agora começei a escrever. Acho que vai até virar um livro (ou não). Ele seria uma espécie de presente atrasado de um ano do blog. Quando terminar eu vou colocá-lo aqui em doses homeopáticas prá não ter efeitos colaterais. Espero que não seja apenas mais um.
Muito obrigado por ajudar a girar essa roda da informação. Estamos no caminho certo, vamos Blogar e mudar o mundo!
Eu acreditava que poderia confiar somente em um blog de um jornalista e tal como confio no seu jornal. Claro que não de olhos vendados, mas essa informação teria mais peso que outras. Claro que nunca devemos confiar em nada do que nos dizem, nem no que a nossa própria mãe diz, pois tudo pode ser interpretação dela.
Mas, essa questão foi bastante discutida lá no Barcamp e eu com certeza mudei a minha opinião. Em resumo, o lugar a que se chegou foi que a credibilidade de um blog se constrói com o tempo.
Ela se contrói em um círculo de amigos e de blogueiros. Se constrói nos comentários deixados, pois isso é livre, qualquer pessoa pode comentar. Enfim, assim como no jornalismo tradicional, credibilidade se conquista.
E a função do blog não é passar um informação pronta para ser aceita ou não. A sua função é denunciar, é fazer pensar, é mostrar o que tá errado. E daí cada um corre atrás.
Tem mais uma coisa importante que esqueci de colocar no texto anterior. Há vários estudos nessa área que indicam que não há leitores na internet e sim agentes. Por exemplo, você está lendo o meu blog, mas você tem um também. E tem a mesma liberdade que eu ou qualquer um para publicar o que quiser.
Então não existem leitores de blogs e sim blogueiros que se reúnem em comunidades e se comunicam entre si e as informações que são importantes serão encaminhadas e chegarão onde devem chegar.
Eu acho que a gente tá estabelecendo uma discussão bastante pertinente para um blog, o meu blog está sofrendo um processo de metabloguismo, um blog estudando e comentando e aprendendo sobre ele mesmo. É isso aí pessoal, vamos blogar e mudar o mundo!
Neste fim de semana aconteceu o Barcamp Brasil em Florianópolis. Bom, o evento não seria somente sobre blogs, mas sobre a internet de uma forma geral. Só que nesse meio o blog é um veículo que ganha cada dia mais espaço e proporções e por isso não pode ser deixado de lado.
Um blog é um portal (ou deveria ser) onde se encontram as informações que sobreviveram a todos os filtros da pessoa que o mantém. A partir do momento em que se clica em “salvar e publicar” a notícia ganha vida própria. Por isso um blog não tem dono. Tem apenas um filtro. E apenas UM: quem escreve.
Em muitos casos o blog virou uma espécie de diário pessoal, o que seria um grande desperdício de um veículo que pode ser qualquer coisa. É como se um dia você fosse comprar a Folha de São Paulo e ela viesse recheada de histórias contadas com todos os detalhes que só interessam a quem viveu aquilo.
O que é mais importante é entender que um blog já não é um caderno de confidências e muito menos um diário. Ele faz parte de toda uma nova forma de organizar o conhecimento. E é interessante perceber que já estamos substituindo a palavra armazenar por transmitir quando nos referimos a informações.
Um blog é um portal que serve para mostrar a qualquer pessoa interessada alguns caminhos a seguir pela grande rede. Ele funciona como se fosse uma janela do seu autor, mas que já não lhe pertence. E como um mapa que mostra alguns caminhos.
Pode ser definido como uma página que organiza alguns links soltos pela grande rede de forma que eles façam sentido. Esta é a idéia de outro tópico abordado: o cidadão jornalista. Onde cada pessoa irá exercer o papel de jornalista. Não correndo atrás da informação, mas passando adiante as informações que possui.
E, na minha opinião, um não irá substituir o outro. Um exemplo que foi citado no Barcamp foi a morte de Jean Charles de Menezes. A imprensa manteve uma versão oficial de que ele era terrorista e os policiais tiveram que agir pela própria defesa.
Mas um cidadão comum que estava lá naquele metrô publicou em seu blog que havia visto um assassinato no metrô naquele dia e que a polícia agiu covardemente e que o rapaz estava com uma roupa normal. Dois dias depois esse blog ficou tão conhecido que toda a imprensa toda teve que mudar a sua versão do fato.
Bom, se essa capacidade de qualquer pessoa a qualquer momento monitorar o mundo a sua volta for considerada uma revolução pequena, então, realmente o mundo está perdido.
Porque, desde que aprendeu a escrever o homem luta pela comunicação e NÓS estamos implantando um sistema comunicativo universal e próximo à perfeição. Lógico que ainda há um caminho a ser trilhado e sempre haverá um Sarney, mas tenho motivos para acreditar que estamos no caminho certo.
Há muitos problemas ainda, e ainda há muito o que discutir. Haverá próximos posts sobre este tema. Blogueiros, reflitam! Há mais sobre isso no blog do Joel e logo haverá no blog da Franci, companheiros de palestras.