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A borboleta que moreu de rir_parte 3

A primeira vez que isso aconteceu, Clara chamou os bombeiros. No hospital, Marnes só acordou após três horas de soro pingando em uma mangueira que o jogaria diretamente em sua veia. Ele olhou para a esposa e disse:
- Clara, você pagou o gato?
Ela ficou em dúvida se ele havia usado o verbo pegar ou pagar. Mas, de qualquer forma, ela não fazia idéia do que ele queria dizer com aquilo. Eles nem tinha gato em casa e nenhum de seus vizinhos tinha gato e eles nunca quiseram um felino por perto. Marnes sempre dizia que gato serve só para encher o sofá de pelos. Clara não entendeu o que ele dizia.
- Não assuste a sua esposa!
Nesse instante uma corrente elétrica percorreu o seu corpo todo. Ele sentiu que ela nasceu no pé direito e logo ganhou a panturrilha, o joelho e a coxa. Enquanto ele piscou a corrente passou pela sua cabeça, agitou os cabelos e foi embora.
Com o tempo, Clara acostumou-se com as manias do marido e foram muito felizes juntos, como em um conto de fadas. Só que com a consciência que as fadas eram eles mesmos.
Neste mesmo dia, o senhor Gouveia, como era conhecido pela população da cidade colocou outra mania na cabeça. Decidiu que deveria abrir uma empresa. Ele perseguiu aquela idéia com tanta desenvoltura que a esposa sequer teve coragem de perguntar qual o ramo de atividade em que a empresa trabalharia.
Então ele criou a “Gouvêa & Associados”. Teve alguns problemas na hora de registrar a firma pela falta de definição de área de trabalho. Mas, após alguns contratempos legais, obteve a permissão necessária para registrá-la.
O senhor Gouvêa ainda teria diversos problemas com a empresa. Por exemplo, com dois meses de funcionamento aquele homem triste apareceu em seu escritório. A imagem era desalentadora. Ele estava embaixo de um paletó importado e pendurado em uma alça metálica que escorregava de sua pasta preta. Coberto de Suor o homem entrou, fechou a porta atrás de si e disse:
- Boa tarde senhor Gouvêa.
Perplexo, Marnes fez um esforço tremendo para fechar a boca que havia se aberto junto com a porta. Olhou aquela figura cansada e redonda parada diante de si e não conseguiu conter a risada. Depois da gargalhada, Marnes tentou ser gentil e apressou-se em consertar o estrago:
- Em que posso ajudá-lo Marquinhos? – Afinal, aquele poderia ser o seu primeiro cliente.
Continua abaixo...
Escrito por rafael wielewski às 23h44
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A borboleta que morreu de rir_Parte3-continuação
O homem não entendeu nada. O seu rosto absorveu a cor das rosas vermelhas que estavam em cima da mesa. O homem sentou-se. Marnes já o conhecia há muitos anos, mas nunca o havia visto vestido assim.
Marcos Moisés de Assis foi seu colega de infância e ficou conhecido de todos por roubar os mendigos enquanto eles dormiam na praça. Ele não precisava de dinheiro, precisava ser visto. Sempre foi assim. Filho de uma das famílias mais ricas de Fiações, cidade do interior do estado, Marcos cantava todas as meninas da cidade e diante de qualquer situação ele logo se enchia de orgulho e apressava-se em diminuir os seus colegas.
Logo Marcos ficou conhecido como o grande mentiroso da cidade. Bastava alguém lhe contar uma história, qualquer que fosse, que ele logo inventava uma maior, para sair sempre com o mérito. E o pior é que algumas vezes ele saia. Isso funcionava com doenças também. Se alguém contasse que estava doente, ele não demorava em exigir a compaixão de todos ao revelar detalhes das dores, que ele soube neste momento que existiam, e que afirmava que o consumiam por dentro, de uma forma muito maior do que o doente.
O tempo passou e agora ele estava sentado à mesma mesa que seu ex-colega Marnes. Estava paralisado. Chegou a acreditar que a gargalhada de Marnes havia sido tão forte que lhe arrancara da garganta todas as cordas vocais que lhe eram tão úteis.
Mas, elas estavam lá e o primeiro ar que lhes trespassou formou um som incompreensível. Marnes se assustou e refez a pergunta. Marcos foi direto ao ponto.
- Eu queria comprar uma parte de sua empresa, para sermos sócios.
Obviamente, Marnes achou aquilo um disparaste e mandou o homem embora. Afinal, a empresa era sua e somente sua. Ele não permitiria que ninguém fizesse fama às suas custas. Muito menos o Marqinhos que lhe havia feito tanto mal. Antes de sair, recolhido em sua falsa altivez, Marcos disparou:
- Muito bem então! – e saiu levando consigo sua voz carregada de ressentimento.
Alguns amigos disseram depois que talvez Marcos tenha vindo por que o nome da empresa era “Gouvêa & Associados”. Seu Gouvêa não entendeu o que eles queriam dizer. Somente após algum tempo é que entendeu que o Associados do nome de sua empresa indicava que ela possuía vários donos. Ele achou aquilo incabível e disse que a empresa era sua e apenas sua e ela teria o nome que ele quisesse.
A partir deste dia ele passou a repelir com bolas de papel as dúzias de candidatos a sócio que chegavam todos dos dias de diversas partes do mundo. Dessa forma, se tornou o único grande empresário de Fiações e tinha uma série de vantagens em relação aos concorrentes: não sabia em qual ramo de atividade trabalhava; não tinha funcionários; sócios, jamais; e escolhia a dedo quem poderia ser seu concorrente. Dessa forma construiu um verdadeiro império para si e sua família.
Escrito por rafael wielewski às 23h43
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Vidas concretas
Ferro e concreto brotam na areia
e insistem em arranhar as nuvens.
Uma luz acessa aqui e outra ali
sinalizam vida.
Vidas concretas.
concretadas.
Pessoas se olham
Com mágoas e ressentimentos
Se mostram fortes
Para camuflar o medo
Se mostram seguras
Para esconder a insegurança
Se mostram amigos
Quando podem ganhar algo em troca
E quem não mostra-se
Diferente do que é,
que não chora
apenas para ser consolado,
que não humilha
para ser respeitado,
que apenas aceita e respeita
as pessoas como elas são,
passa despercebido.
Como a pequena janela acesa
De um prédio semi-apagado.
Categoria: poesias
Escrito por rafael wielewski às 23h37
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A borboleta que morreru de rir_parte 2

Os doces, o presunto e o peito de peru defumado comprados na noite anterior, pulavam pela geladeira querendo toda a atenção do mundo com suas embalagens de cores vivas. Mas, não adiantou, ele foram deixados de lado, junto com as frutas maduras e suculentas. Ela não tinha fome. Estava muito preocupada com a conversa e com o que poderia ser dito por Moisés, seu chefe, cujas violetas da janela eram as únicas criaturas que o preocupavam mais do que a própria aparência.
Edu acordou às seis horas, como de costume e não encontrou a esposa na cama. Após lavar o rosto e sentir-se acordado de verdade olhou para a cama e já não havia ninguém ali, exceto as almofadas e o edredom.
Encontrou a esposa na cozinha. Cabeça pesada sobre os braços e pernas esticadas em baixo da mesa. Ela estava olhando para o bolo, mas já não havia indecisão, ela apenas contemplava-o.
Quando percebeu a aproximação do marido, Mara virou-se e lhe mostrou os dentes, pois o sorriso que ela construiu em pensamento foi afogado pelas lágrimas que brotavam incessantemente dos seus olhos. Disse que não havia dormido e Edu sentiu-se insensível por não estar ao lado dela enquanto ela sofria calada e sozinha. Mas, ele não tinha culpa. Chegou do mercado tão cansado na noite anterior que apenas sobrou tempo de cumprimentar o chuveiro e abraçar o cobertor.
Edu se aproximou e sentou ao seu lado, ela deitou a cabeça no seu ombro e disse.
- Eu amo você Edu!
Às 07h50 Edu deixou Mara em frente ao escritório onde ela trabalha com sinceros votos de boa sorte. E às oito horas estava na “Gouvêa & Associados”, empresa em que passa a maior parte do seu dia.
Carlos Eduardo Gouvêa e Silva é conhecido pelos amigos e pelo sócio como Edu desde os oito anos de idade quando ganhou este apelido de um de seus colegas da primeira série.
Mais tarde a sua mãe confessou que desejava que o filho fosse chamado de Carlos, ou até de Cacá, ou ainda de Eduardo. Quem sabe Dudu, mas nunca Edu. Ela achava este apelido pejorativo e esse foi o tema de longas discussões travadas com Marnes, seu esposo. Dona Clara, ou Clarinha para os íntimos, era uma mulher de fibra e livre de manias. Ao contrário do esposo, que várias vezes foi encontrado morto no quarto do casal, afogado com suas próprias manias.
Escrito por rafael wielewski às 13h11
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A borboleta que morreu de rir_prefácio

Finalmente terminei o conto. Mas, vou adiantando: se você espera uma grande história cheia de gnomos, bruxos, magia e minotauros, está no blog errado. Pelo menos no conto errado.
A borboleta que morreu de rir firma-se em pessoas que seriam consideradas normais pela maioria. E é exatamente nos pequenos detalhes do dia-a-dia de pessoas normais que se encontram as grandes coisas da vida.
Tomei a decisão de terminar de escrever o conto antes de postá-lo aqui. Espero que tenha feito boa coisa. Ele é dividido em nove partes e postarei uma por dia.
Vou adiantando já que há aqui forte influência de Gabriel García Márquez e Ernest Hemingway, por isso, se não entender alguma coisa libere a sua imaginação e deixe sua fantasia achar o que quiser. Porque a verdade não é nada mais do que uma interpretação da realidade. Sonhar não dói.
Valeu! Segue abaixo o primeiro dos nove capítulos. Sinceramente, espero que seja do seu agrado e bom conto.
Escrito por rafael wielewski às 11h13
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A borboleta que morreu de rir_parte 1

No mesmo instante em que os primeiros raios de sol se tornavam presentes no horizonte a chaleira chiava em cima do fogão de mármore. Ela estava preocupada, pois as coisas não iam muito bem no seu trabalho. Seu chefe lhe havia dito no dia anterior que tinha algo muito importante para falar com ela. Alguns imprevistos deixaram a conversa para hoje.
O pão brigava com a margarina ao contrário dos outros dias em que aquele processo, já mecânico, era tão fácil. O bolo que seu marido havia feito pra ela na noite anterior estava em cima da mesa e ela sentia certa indecisão em cortá-lo. Afinal, ele nunca havia preparado um bolo bonito como aquele. Feito de baunilha com cobertura de brigadeiro caseiro e raspas de chocolate.
- Até que o chocolate não era dos piores – Ela pensou. Porque ele sempre percorria as prateleiras do supermercado como uma criança que raspa a bacia onde foi feito o bolo. Nenhuma marca de chocolate escapava ao seu olhar exigente. Ele sempre lia todos, e comparava todos, sem exceções, para ver qual tinha a melhor relação custo-benefício. Para ele, um chocolate devia ser bom, mas nem por isso precisava ser o mais caro da loja.
E ontem a noite, no mercado, mais uma vez ele citou aquele velho e conhecido episódio do queijo.
- Lembra quando a gente comprou o queijo mais caro do mercado? – Ele disse a ela. E ela parou e pensou e disse:
Escrito por rafael wielewski às 11h09
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A borboleta que morreu de rir_parte 1-continuação
- Você com esta história do queijo de novo? Tudo bem que o queijo cheddar é ruim, mas você precisa citar esta história toda vez?
Ele sentiu que ela não estava bem porque havia certa acidez em sua voz. Algumas pistas já foram deixadas antes, mas foi só naquele momento seus olhos inquiridores tornaram-se brilhantes. Porém, dessa vez não foi por felicidade como no dia em que ele a pediu em casamento. Aquele comportamento realmente não era o habitual. Afinal, eles sempre tiveram uma relação muito amigável e de cumplicidade.
- O que poderia estar acontecendo agora? – ele pensou. E com seu jeito amigável, conciliador, quase paternal, olhou no fundo daqueles olhos castanhos que frequentemente o hipnotizam e lhe perguntou.
- Mara, minha vida! O que está acontecendo? Sei que você não ficou braba com a história do queijo. Já tinha percebido antes que algo estava errado, mas não quis falar. Acho que este é um bom momento para conversarmos e com as caixas de chocolate lacta, garoto e nestlé como testemunhas e talvez aquele pacote de sonho de valsa possa testemunhar a meu favor também.
Ela esboçou um sorriso, olhou para o imenso pacote de 1kg de sonho de valsa e disse.
- Senhor SV, você é testemunha do quanto eu amo este homem! – Falando isso, virou-se para Edu, seu marido, e lhe deu um abraço forte e conciliatório. Em cima de seus ombros, os olhos dela não conseguiram conter a emoção daquele momento e molharam a camiseta branca que ele vestia.
Ele a abraçou por trás da cabeça como de costume e colocou a sua mão por baixo dos cabelos dela. Então ela lhe contou o que seu chefe havia lhe dito. Edu já sabia que as coisas não estavam muito bem no trabalho dela e que algumas das suas colegas de trabalho alardeavam uma estória sobre ela.
Edu já sabia que as colegas tinham inveja de Mara, sua esposa há quase dois anos. Uma destas estórias chegou aos seus ouvidos por um colega de trabalho que presta serviços para e empresa de Mara. O boato afirmava com convicção, como todo boato que Mara saía com o chefe e que estava usando o seu corpo para conseguir algumas promoções. Edu sabia desde o começo que a área em que ela trabalha é muito concorrida, mas jamais poderia imaginar que chegasse a esse ponto.
Após alguns soluços engasgados e umas lágrimas caídas no piso gelado e branco do supermercado ela lhe contou sobre a conversa que ficou marcada para o próximo dia.
Escrito por rafael wielewski às 11h07
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Eleições_2006

Após este fim de semana com aquele show de apuração jornalística que a rede Bandeirantes e a rede Record de televisão deram a respeito do acidente aéreo em que os repórteres entravam na programação a todo momento para dar informações que não tinham, sobrou apenas a eleição.
Bom, quanto a essa, São Paulo elegeu Frank Aguiar. Não fosse suficiente, elegeu Clodovil e não bastasse isso, ele foi o terceiro deputado federal mais bem votado do estado. (Se posso dar uma dica, clica no link do Clodô ali em cima).
Tradicionalmente, elegeram o Enéas, mas agora ele foi o quarto mais bem votado, perdendo o seu primeiro lugar de há quatro anos para um político honesto, claro. O paulista sabe votar e por isso elegeu Paulo Maluf com 739.827 votos. Dessa forma, ele é o deputado Federal mais votado do Brasil com quase 200 mil votos acima de qualquer outro.
Esse fim de semana deixou algumas dúvidas em aberto e algumas certezas também, claro.
Estou convicto de que a cobertura da mídia nos outros estados sobre estes desvios de dinheiro e esta politicalha toda não foi a mesma que aqui em Santa Catarina.
Se estou certo, o catarinense tem uma mídia responsável e de serviço. E espero estar certo, porque se estou errado, se todos os estados brasileiros deram a mesma ênfase nessas questões como os veículos a que tive acesso, a única interpretação que resta é que o povo não está preocupado com corrupção mesmo.
Se isso se confirmar, só podemos entender que agora, de uma vez por todas, pelo menos 90% da população brasileira perdeu totalmente as esperanças na política e acha realmente que a política é feita somente para tirar o dinheiro do povo. Como uma espécie de loteria onde os ganhadores já estão pré-determinados.
Bom, sei lá. Dá uma olhada.
Escrito por rafael wielewski às 14h59
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Eleições_2006_Senador
Para Senador.
No Amapá Sarney foi eleito senador com 19 mil votos a mais do que o segundo colocado.
Bom, sobre senadores nem vou falar nada mais, o resultado com o Sarney tirou minha voz. Aliás, ele está acostumado a fazer isso. Mas, vou falar de mais um só porque algo que precisa ser dito. Em Santa Catarina, Raimundo Colombo, foi eleito senador com mais do que o dobro do número de votos da segunda colocada, Luci.
Escrito por rafael wielewski às 14h59
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Eleições_2006_Deputado Federal
Deputado Federal
Na Bahia, ACM Neto foi o candidato a deputado federal mais bem votado, com quase 50% de votos a mais do que o segundo colocado.
No Maranhão, o segundo federal mais bem votado foi ninguém menos do que Sarney Filho. Veja que renovação. ACM neto, Sarney Filho. Claro, quem é bom merece ficar para semente.
O Pará elegeu Jader Barbalho como mais bem votado com 9,99% de TODOS os votos do estado todo. Isso quer dizer que o cara é realmente muito bem visto por lá. Será?
Eu já falei que o Maluf foi o dep. Estadual mais bem votado de São Paulo, né? Já falei da quantidade de “artistas” eleitos também, né? O que não falei ainda é que alem dele, os paulistas elegeram Aldo Rebello, Antônio Palocci, Ricardo Berzoini, Valdemar Costa Neto e Genoino. Já ouviu falar em algum deles?
Será que as pessoas não conseguem ligar as coisas? Tipo, o mensalão é pago aos deputados federais e alguns senadores também. Será que ninguém percebeu que é agora, exatamente deste dia primeiro de outubro que eles estavam elegendo os deputados federais?
Desculpa a piadinha, mas não resisti, tenho que dividir isso. Tem um deputado distrital (é o federal do Distrito Federal, tipo Brasília, ta ligado?) que se chama Chico Leite. Criatividade é tudo.
Ah, e se você está a fim de dar risada clique aqui e veja o nome dos candidatos a deputado estadual que não se elegeram em Santa Catarina. Se quer uma dica, vai logo pro final que é muito bizarro.
Escrito por rafael wielewski às 14h58
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eleições_2006_Finalmentes
Desculpe novamente, mas não posso deixar de expressar a minha emoção, quase não consegui conter as lágrimas, quando soube que o dois candidatos que me acordavam todos os dias não se elegeram. Que triste saber que carros de som não ganham eleições.
A rádio transamérica acaba de passar uma propaganda política feita por eles mesmos como forma de protesto. O cara fala muita coisa, muita coisa mesmo. E ele termina assim: “Vote em mim. Comigo no governo é menos um bandido nas ruas.”.
E não deixa de ser.
Desculpe não ter postado nada ontem. Mas, é que essa coisa do Clodovil eu demorei prá digerir.
Escrito por rafael wielewski às 14h58
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