Árvores
Mais uma para a seção Fotojornalismo.
Registro da flora da rodoviária de Itajaí numa quarta-feria a noite, último dia 16

Bom final de semana!
Escrito por rafael wielewski às 16h24
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Tudo é uma questão de tempo
A vida é o que se vê dela! Parece manjado, mas sempre surgem descobertas novas e situações em que somos obrigados a pensar na vida.
Exemplos não faltam. Mas, como a idéia não era falar sobre isso vou citar apenas um texto. O jornalista Ricardo Kotscho dá um exemplo de vida na última crônica que publicou no portal No mínimo.
O texto começa assim:
“Só assim mesmo para dar um tempo nas correrias da vida, pensei, ao me ver de uma hora para outra numa cadeira de rodas. Foram quase dois intermináveis meses que mudaram minha noção de tempo e espaço, de prioridades, de sentido mesmo da vida. Já que não tinha outro jeito, o melhor a fazer era aproveitar da melhor forma possível o tempo durante esta parada forçada.”
Mais? Clique aqui.
Escrito por rafael wielewski às 13h26
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O popular para o povo
Fala-se muito em jornalismo popular, mas que bicho é esse?
O que é popular? Essa pergunta leva, invariavelmente, a várias interpretações. Por exemplo, se você perguntar a um antropólogo provavelmente ele responderá que é algo que é reconhecido por um grande número de pessoas. Se você perguntar para um músico ele dirá que é um tipo de música, abreviada como MPB. Se perguntar a um estilista, provavelmente, ele dirá que é algo ruim porque é exatamente o oposto da exclusividade, o seu campo de trabalho. Se perguntar para o gerente de uma concessionária de carros, o popular é o carro barato que é mais vendido.
Portanto, o termo popular é entendido de uma forma diferente em cada ‘tribo’ social. No jornalismo não poderia ser diferente. Se formos analisar pelo quesito do vendedor de carros, popular seria todo jornal que tem uma grande tiragem. Nesse sentido, a Folha de São Paulo é mais popular que o Diarinho (de Itajaí). Será?
O conceito de popular para o jornalismo não pode ser nem o do vendedor de carros, nem o do antropólogo, porque apenas ser lido não é sinônimo de ser popular. Nem o do estilista, porque nem todas as pessoas são iguais e, por isso, é possível ser diferente, fazer um jornal exclusivo, surpreendente. Portanto, o conceito mais próximo seria o do músico: é um estilo de se fazer alguma coisa.
E é exatamente aí que caímos no lugar-comum porque muitos dos profissionais acreditam que devem seguir aquele ‘estilo’ já aceito e deixam de arriscar. Aí surgem os jornais iguais, com as mesmas notícias, olhando sempre pelo mesmo prisma, e esquecem o que realmente quer dizer a palavra ‘popular’ na área de jornalismo.
Popular seria um jornalismo feito para o povo, para os interesses de uma grande parcela da população (conceito do antropólogo). Como o Brasil possui uma das maiores desigualdades sociais do mundo, atender aos interesses da maioria quer dizer fazer um jornal para que não tem muito dinheiro. Então, fecha com o conceito do vendedor de carros: o popular é o mais barato e, como já sabemos, precisa vender mais.
Atender aos interesses do povo não quer dizer colocar mulheres semi-nuas e mensagens que apelam aos sentidos do leitor na capa jornal. Embora, esse seja um conceito de popular, é baseado em uma visão errada do termo. Agora, voltamos ao músico. O estilo musical de Chico Buarque é Música Popular Brasileira. Mas, será que ele é mais popular do que Legião Urbana, por exemplo, cujo estilo é rock?
Enfim, o conceito de popular é bastante amplo e só deve ser visto sob todos os seus âmbitos e a regra básica é que seja feito para o povo. Já que o jornal é um produto que precisa ser vendido, vamos relacionar com o mercado de bens de consumo. Há dois tipos de produtos considerados populares: os que são feitos para facilitar a vida das pessoas e são buscados pela sua qualidade; e os que são feitos apenas para serem vendidos a um preço baixo e que não se preocupam com o cliente. O jornalismo não deveria ter essa segunda opção.
Portanto, para chegar a um jornal popular, baseado nas análises anteriores, além da linha editorial focada para o interesse público, o que é diferente do interesse do público, é necessário que o jornal seja agradável de ler. E para isso é necessário usar muitas fotos, cores e textos curtos com vários inter-títulos para que ele seja lido por uma boa parcela da população, inclusive os que não tem o costume da leitura. Aí o jornal, popular ou não, atinge o seu objetivo principal: ser lido.
Escrito por rafael wielewski às 15h29
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Flagrantes da vida real
Essa é a seção fotojornalismo. Essa foto foi tirada para a aula de Fotojornalismo II do professor Wallace Lehnemann por mim, aluno do quinto período de Jornalimo na Univali em Itajaí. A idéia é postar mais fotos controvertidas e do momento exato em que as coisas aconteciam. Como uma mulher estacionada em baixo de uma placa de "estacionamento proibido" analisando o que ela dizia. São momento que não voltam mais. Boa leitura!

Escrito por rafael wielewski às 13h27
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Um caso de domingo a noite
Fiquei sabendo há um ano. Até então, nunca havia visto um telegrama. O porteiro me mostrou bastante assustado enquanto tentava disfarçar e parecer natural.
O documento acabava de chegar e estava endereçado ao casal que mora no andar imediatamente abaixo do meu. Eles já não são tão novos assim, mas a idade ainda não lhes pesa muito. Alguns chamariam de um casal de meia idade. O fato de possuírem dois apartamentos no mesmo andar de um prédio no centro da cidade é sinal de que não sofrem por falta de dinheiro.
Aquele papel continha apenas algumas palavras em letras pretas que diziam mais ou menos isso:
“A sua filha Priscila [vamos chamar assim] acaba de evadir-se da clínica após furtar uma ambulância”
A clínica em questão era para recuperação de drogados e a filha não estava lá por acaso. Foi internada pela mãe que já não agüentava aquela situação em sua casa. Foi internada contra a vontade. Fato que, provavelmente, maximizou o seu desejo de fuga.
Priscila é viciada há alguns anos e possui um namorado que compartilha da mesma ‘doença’.
Hoje, os dois vieram até o apartamento dos pais de Priscila, aquele que não é comumente usado, aquele que seria dela, com um objetivo incomum. O mesmo porteiro que havia me mostrado o telegrama acredita que pretendiam levar alguns utensílios para vender e trocar por certa quantia de drogas.
Ao perceber que a fechadura da porta havia sido mudada, O namorado de Priscila tenta arrombar a porta do apartamento. O barulho dos pés indo de encontro à porta assusta muitos moradores, inclusive nós.
A primeira sensação que se tem é que aconteceu algum problema com o elevador pela barulheira. Segue um tempo em silêncio e então mais uns barulhos e gritos. Muitos gritos. Provavelmente, alguém ficou preso no elevador.
Eu e meu colega de apartamento percebemos que o barulho vem do andar de baixo e corremos pela escada para descobrir o que estava acontecendo, para tentar ajudar. Quando abrimos a porta das escadas no andar inferior percebemos que nada estava errado com o elevador. Duas das quatro portas de apartamentos do andar estavam abertas e os gritos vinham de dentro de um deles.
Recuamos. Esperávamos algum problema com o elevador. Não iríamos nos meter em briga de família.
Quando o namorado de Priscila terminou de arrombar a porta o pai da moça saiu do outro apartamento para descobrir o que era aquele barulho. Quando chegou na porta do seu outro apartamento, teve tempo apenas de segurar a filha e o namorado que já tentavam deixar o local com alguns utensílios do apartamento.
Voltamos para nosso andar, para nossas vidas. A discussão continua durante algum tempo. Mas, já não há nada a ser feito. Agora o barulho cessou!
Escrito por rafael wielewski às 11h17
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Papel e borracha
Deixar uma poesia escapar
por falta de um pedaço de papel
é como ter que dormir sozinho
por falta de um pedaço de borracha
inadmissível...
Categoria: poesias
Escrito por rafael wielewski às 20h09
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Somente pássaros
As poesias são pásssaros
que pousam aqui ou ali
em mentes abertas para recebê-las
Não somos nós que as escolhemos
Seja um poeta também
basta abrir os olhos e enxergar
(os pássaros...)
Categoria: poesias
Escrito por rafael wielewski às 20h04
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Lanchonete de Rodoviária
Engraçado como as lanchonetes de rodoviária
parecem oásis de um deserto
Extremamente coloridas
no meio de um amontoado de estruturas decadentes
As pessoas olham,cobiçam,desejam
Sentem água na boca
Se pegam imaginando sabores,
desfrutando delícias
Lá, nos desertos, só alcança quem tem
forte estrutura física
Aqui, só alcança que tem
boa estrutura financeira
Engraçado como essas duas 'virtudes'
estão trocando de lugar
Categoria: poesias
Escrito por rafael wielewski às 19h54
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